08 - 05 2020

Orientações – Guia Técnico para o Monitoramento e Avaliação da Qualidade do Ar

Atendendo o previsto pela Resolução CONAMA 491/2018 (antiga Res. nº 03),no final de 2019, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou um Guia de Monitoramento e Avaliação da qualidade do ar com o objetivo de unificar e padronizar o monitoramento da qualidade do ar no Brasil.

Respondendo a questionamentos de vários clientes sobre como ficam nossos equipamentos AGV MP2,5 e TRIGÁS face à promulgação do Guia Técnico para o Monitoramento e Avaliação da Qualidade do Ar, previsto pela Resolução CONAMA n° 491/18, decidimos elaborar esse informativo para orientação.

AGV MP2,5 Amostrador de Grande Volume para Partículas de Até 2,5 Micrometros

O AGV MP2,5 Energética não atende ao Método 40CFR50, Ap. L, da US EPA, eleito pelo CONAMA como método de referência para a medição de Partículas Finas (de até 25 micrometros) no País.  Tampouco é considerado método equivalente pela USEPA. Entretanto o consideramos como uma alternativa confiável para medição de MP2,5.

Vimos, há muito tempo, considerando tentar aprovar o AGV MP2,5 com método equivalente. Para isso, utilizaríamos o Método 40CFRChI (Procedures for Determining Comparability Between Candidate Methods and Reference Methods), da US EPA. E agora, com a promulgação do Guia Técnico, decidimos fazê-lo em breve, muito embora tenhamos ainda a dificuldade de obter os amostradores de referência, certamente importados, para compor o projeto, e de ter que eleger uma universidade de renome ou uma instituição oficial para conduzir o projeto em parceria com a Energética.

Por outro lado, já prevendo, há muito tempo, que o Método 40CFR50, Ap. L, seria escolhido como método de referência para o País, decidimos há alguns anos iniciar o projeto de um amostrador de baixa vazão pautado no método acima citado. Hoje, já temos um protótipo com 90% de realização, em fase de testes e finalização.

 

TRIGÁS (Amostrador de Pequena Vazão para a Medição Simultânea de
Até Três Poluntes Gasosos)

A escolha do método “Fluorescência na Região Ultravioleta” (UV), utilizado habitualmente em estações para monitoramento contínuo da qualidade do ar, para as medições de SO2 no País, traz implicações muito sérias, pois o equipamento para  tal, com acessórios  como guarita, ar condicionado, sistema de captação e sistemas de armazenamento e transmissão de dados, não é fabricado no País e não deve sair por menos de R$150 mi.  Esse preço, absurdo, quando comparado com o preço de um amostrador manual, de cerca de R$15 mil, certamente será uma barreira enorme à popularização do método escolhido para o País.  Há muitos prestadores de serviços no País que não terão condição de arcar com os custos do método contínuo.

A nossa recomendação aos usuários é que consultem os órgãos ambientais de seu estado e solicitem aval dos mesmos para a continuação do uso do Método da Pararrosanilia (40CFR50, Ap. A), que persiste como método de referência pela US EPA, para as coletas de SO2, assim viabilizando o uso do TRIGÁS para as coletas.

O problema com o SO2 se repete com o NO2. Para este, o CONAMA elegeu o Método da Quimiluminescência, que requer analisadores habitualmente utilizados em estações automáticas.  Um analizador destes, com os respectivos acessórios, não deve sair por menos de R$150 mil. Igualmente, recomenda-se aos usuários a solicitarem aos respectivos órgãos estaduais o aval para o emprego do Método do Arsenito de Sódio para as coletas de NO2, assim viabilizando o uso do TRIGÁS.

 

Estamos a disposição parara quaisquer esclarecimentos.

Consulte-nos para mais informações: (21) 3797-9800

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